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segunda-feira, setembro 25

Sobre árvores!

Algumas árvores    
de raízes firmes.  
nãos se abalam,    
não se curvam,     
não são arrancadas.
Pelos furacões     
da vida.           


quarta-feira, setembro 21

Barata Pobre.


\                               /
\                            /
\                         /
\                      /
 \                  / 
\               /
Pobre da barata,
Que corre pela sala,     
A mão que joga o chinelo,
É seu juiz, seu carrasco.
Pobre da barata,
o crime  a ela atribuído,
foi ter nascido.....
pobre
.
  

sexta-feira, julho 29

Mal de pessoas que se acham melhores que outras pessoas.

Descobri uma nova doença!

Mal de pessoas que se acham melhores que outras pessoas.

Os sintomas estão logo abaixo:

Fala muito sobre si mesmo,

Acredita que não comete erros,

Culpa sempre os outros,

“Se for do gênero masculino” Se acha o macho alfa,

Seus comentários são para ridicularizar outras pessoas,

Acredita ser esperto,

Acredita que as pessoas o invejam,

E sempre repetem as mesmas frases “Sou mais eu”, “sou o cara”, “sou fodão”.

Creio não existir nenhum remédio controlado para este mal!  


quarta-feira, abril 6

A melhor hora!

A melhor hora é aquela em que o dia se encontra com a noite.O céu avermelhado e minhas pernas cansadas. Minha casa está logo ali. Dentro dela o que realmente importa!




sábado, agosto 22

ALGUMAS SÃO DROGAS




NOVAS MENTES

Os livros estão fechados,
Estantes empoeiradas,
Bibliotecas vazias
Coitadas da poesia,
da filosofia

Sementes precisam ser plantadas
em arvores, postes e murros.
sementes escritas, pintadas
e grafitadas.

Talvez a  mente de muitas
pessoas floresçam
com novas e belas
ideologias

novos semeadores
novas sementes

sábado, abril 18

Meu desejo.

Vejo no brilho
dos olhos de
meu filho
vícios e virtudes
de meu passado.

Ele corre,
pula,
brinca
de um jeito,
de um jeito....

Meu desejo,
com olhos cansados,
é ver seu futuro
melhor que meu

passado

quinta-feira, abril 16

CANTINHO DA POESIA.


É logo ali ...

    As folhas de papel

      em um varal,

        uma parede.

         Grandes mestres

     misturam se com

desconhecidos.

   Basta você entrar,

      ler e se


        apaixonar.

sábado, janeiro 10

Lugar mágico.


Quando eu e meus primos passamos pelos portões enferrujados, vi flores gigantescas, anões passeavam de um lado para o outro, casinhas de um cômodo apenas na cor de terra, com telhas de cerâmica.


Não me lembro o que fui fazer lá! Muitas lembranças são bem claras, os sorrisos enrugados, os cabelos brancos, as mãos manchadas, pessoas felizes ao ver crianças. Não vou mentir de alguns tive medo!

O clímax foi quando entramos em uma casinha, a dona se vestia com roupas de cigana, sentei em uma cadeira no meio do cômodo, e ela começou a benzedeira, disse palavras estranhas e tocava minha nuca e em minha cabeça infantil percebi que a cem metros de minha casa, depois da rodoviária existia um lugar mágico.

Cresci, mudei de casa, casei, mudei de casa e mudei de casa,  certa vez, depois de décadas, passei novamente pela rua da rodoviária e vi o terreno vazio. Hoje um grande hotel sendo construído.

As flores gigantes eram girassóis, os anões eram anões comuns, e aquela senhora vestida como cigana era uma velhinha. Pessoas simples com sorrisos mágicos.

segunda-feira, novembro 3

Nunca vi passarinho inimigo de passarinho.

Depois deste inverno politico
onde muitos passarinhos 
se refugiaram em seus ideias.



Alimentados pela janela
do mundo que vomitava
sementes de ódio, rancor 
e preconceito.

Nunca vi passarinho
inimigo de passarinho.
E o lobo está a espreita.



E que naquela árvore
os passarinhos de todas
as cores se encontrem
para comemorar
      a próxima primavera.    
      

terça-feira, outubro 28

Cantar aquela canção!

Como é fácil odiar
O que não se entende
As cores!
Os jeitos! 
Os pensamentos!
O diferente!
Vejo ódio nas
Pessoas odiadas,
Elas não querem
Ficar caladas,
Devolvem as mesmas
Pedras que lhe foram
Jogadas.
Pedra,  
bala, 
palavra 
ou ação
produz apenas munição
Queria caminhar entre
os extremos.
Cantar aquela canção!


sexta-feira, outubro 10

Geração......

Entre uma legião
e grandes  titãs
uma moto vai
para capital.

Meus heróis
não morreram
de overdose.

Marvin e João
vive na cabeça
desta geração.

Entre loiras geladas
e rádios piratas
não entendiamos
Chicos e Caetanos.

Nosso astronauta
era de mármore,
ainda uso óculos.

.... continua a feder,
sem nenhuma
ideologia.

É...ficaram apenas
os bichos escrotos
e os cidadães
civilizados.


sábado, outubro 4

Eternidade

Se a alma se acaba com o corpo,
Terei alguns anos,
talvez décadas.

Se a alma é o espírito
Ela se soltara.
só alguns poderão me ver
e olha lá! 

E se for pensamento
Tenho uma pequenina,
Minúscula chance
De ser eternizado.

quinta-feira, setembro 18

CANTINHO CHAMADO ESPERANÇA

os anos se passaram
e por você ainda há 
tristeza.

 posso ter saudades
 posso sentir amor
sei que você está 
neste cantinho.
em seu sono

seu rosto me foge
em minhas memórias.
queria ter ouvido
sua risada,
segurado sua mão.


brigado da mesma   
forma que brigo 
com teus irmãos.

queria....

queria ter fé!
para um dia
te encontrar.    
                               


      
                                                             

domingo, setembro 14

Meu pai! Minha mãe!

Quando era criança,
tudo era grande.
Meu pai, Minha mãe,
o mercado, a praça,
a televisão, a pia,
coisas, lugares e pessoas
os olhos de adulto
diminuíram os lugares,
reduziram as coisas
e a percepção me fez
enxergar hoje grandes,
de outra forma, 
pessoas que não 
estão mais aqui.
E outras que o tempo
parece diminuir.
Em especial 
Duas! 

sábado, agosto 16

Devaneios alucinantes

Não vejo o sol!

Não vejo a lua!

Há razão me foge

em loucuras de amor

e desejo.


Seus negros olhos!


Seus cabelos lisos!


As vezes mulher!

As vezes menina!


As vezes sereia!


Rainha dos rios,


eu respondo


ao seu doce cantar


Em devaneios alucinantes


Mitos e verdades


Misturam-se


em meus neurônios

terça-feira, julho 22

A vida

Alguém - Tudo bem?
Eu - Tudo ótimo!
Alguém- Nossa! Por que?
Eu - Porque precisamos enganar a vida!



sábado, maio 3

RETROCEDER

Capitulo 6 ou 5.



                    Estava chegando, me veio a cabeça a frase do menino negro "Por que estão fazendo isso com ele?" e a resposta de sua mãe "é Bandido!"

              O ônibus parou em frente a empresa. Duas equipes de televisão me aguardavam na porta do trabalho, o meu primeiro dia . Eles avançaram, era noticia fresca, os microfones encostaram em minha face marcada e dolorida, me esquivei, entrei no prédio.

              Um gigantesco centro empresarial, a recepcionista logo me reconheceu, negra de cabelos lisos e rosto fino e um sorriso maravilhoso, seu uniforme azul a tornava mais bela eu sempre tive uma queda por mulheres de minha cor. Me explicou todas as normas do centro empresarial e me entregou o crachá da empresa e disse.
               - No final do corredor tem um salão, estão te aguardando lá!     
               Venci o corredor com facilidade. Na porta do salão estava escrito "PUSH", abri  e dezenas de pessoas todas vestidas com o mesmo traje que era idêntico ao meu, camisa branca e calça jeans, começaram a aplaudir e gritar o meu nome.

                -JOÃO! JOÃO! JOÃO!  

                Em uma hora conheci todos os meus colegas de trabalho e seus olhares denunciavam o sentimento de dó.

                 O único que se mostrou indiferente, um alemão e meu gerente. 

                 - Olha para frente menino.

                 João Pedro é meu nome  e tenho 19 anos e sou técnico em informação.  
                     




Capitulo 5 ou 4.


               Cinco e meia da manhã, o sono fugiu, o relógio estava para despertar  as seis, olhei no espelho e vi o meu desformado rosto, toquei com a língua meus lábios e senti dor. Tirei meus trajes de dormir, fui para o chuveiro, lavei-me com cuidado, sentia dores nas costas e nas pernas, sai do banheiro com a toalha enrolada na cintura coloquei minha camisa branca, calça jeans e um tênis. Na cozinha ouvi barulho de louça sendo lavada, era minha viúva mãe dando o inicio ao preparo do café.

                 - Tá quase pronto filho!
       
                 Depois de um tempo sentei e tomei o café.

                  - Filho eu tenho dinheiro! Pega um taxi - Disse minha mãe

                  - Não mãe!

                  - Posso arranjar alguém para te levar!

                  - Decidi que iria trabalhar hoje e vou fazer o mesmo percurso! Tenho Que fazer!

                   - Toma cuidado! Só tenho você!

                   - Vai dar tudo certo!
                   Olhei pela janela e vi a equipe de televisão a alguns metros do portão de minha casa, peguei uma escada no quintal e encostei no murro do fundo e pulei com facilidade. Desci a rua e atravessei a estrada que separava a favela do Guaru para o bairro Altos dos Anjos.

                   Sou uma celebridade dos telejornais, apareci em todas as televisões deste pais.É normal que todos os olhares me acompanhavam . Ainda bem que há poucas pessoas nas ruas.

                   Parei em frente à farmácia, estava fechada, um bilhete em papel sulfite anunciava "Ficaremos fechados nos próximos dias" Caminhei dois metros e vi as marcas do meu sangue na calçada. Olhei para a padaria e vi um dos meus agressores, ele me notou, abaixou a cabeça e entrou.

                   Não havia mais nada a fazer naquele lugar, parti em direção ao ponto de ônibus, para minha surpresa encontrei aquela senhora negra e seu filho. Em sua inocência ele disse!

                   - Olha mãe é aquele menino!Ele não é bandido não!

                   E os olhos de sua mãe se encheram de lagrimas, ela tentou se desculpar, não encontrou palavras, havia gagueira e choro, aproximei, abracei e falei ao seu ouvido bem baixinho.

                    - Qualquer um teria pensado a mesma coisa! A senhora não precisa se desculpar! Estou aqui e estou muito bem!



Capitulo 4 ou 3.


                    Já era noite! Retornava para minha casa do pior dia da minha vida, o carro da policia era apaisana. Enganamos os repórteres saindo pelo fundo da delegacia. o trajeto não era longo. A pequena favela do Guaru já estava próxima,  as centenas de metros foram percorridos em minutos e já enxergava a bagunça na minha rua, a imprensa escrita e falada, urubus em busca de carne fresca,  os flashes explodira antes do carro parar, sai do carro e como hienas foram em minha direção, todos perguntavam ao mesmo tempo as mesmas perguntas e com simplicidade disse apenas duas palavras.

                     - Com licença!

                     Um corredor polonês se abriu e no portão lá estava ela, a mulher mais importante da minha vida, aquela que pagou meus estudos, meu material escolar. Suas lagrimas eram visíveis a todos nos encontramos no mais apertado dos abraços.

                     - Fui lá filho! Não deixaram te ver! Vi pela televisão! 
Bandido te chamaram de bandido! De ladrão! 

                     E outra explosão de flashes aconteceu.

                    - Vamos entrar! Vamos conversar longe deles!

                    Ela falou, falou e chorou, achou que ia me perder e com meus lábios inchados beijei sua testa, não me importei com a dor e pela primeira vez no dia chorei.

                   Passaram-se horas e ela retirou-se para seu quarto, liguei a televisão e nos telejornais eu vi as duas cenas que marcaram o dia de hoje, mudei de canal a caminhada dos mortos era o nome da série em poucos minutos percebi que os verdadeiros monstros eram os vivos!    




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sábado, julho 6

Não me deixe mais adormecer

Acordei!!
Nós acordamos!
Foram muitos anos adormecido,
eu não acreditava nesta juventude,
achava apolítica, achava apartidária.
Eles não tinham partido a recorrer
Nem políticos
Foi muito irônico! Um quinto de real!
Um quinto!
E a ruas eram deles!
Por meio de tecnologia,
o grito foi ouvido em todo país.
Mais ruas foram tomadas.
As ruas se transformaram em cidades
E as cidades em estados.
E meu despertar foi imediato!
Vi sombras nas cuias inversas,
Vi jovens mergulhando no espelho D’água do poder.
"Eles"ficaram com medo
Dois mil!
Trezentos mil!
Um milhão!
Alguns mascarados outros não!
Agora devemos ficar alerta.
Do forno saíram proposta
Com muita muzzarela
E um pouco de gorgonzola!
E  um único pedido eu faço.

Não me deixe mais adormecer

sábado, junho 15

A VELHA CANÇÃO

Não há muito tempo
O som de uma velha canção
Manifestava o porque  falar
Sobre as flores.
Caminhamos e cantamos
Para o bem desta nação.



A algum tempo.
Só falamos sobre as flores
e amores.
Caminhamos e cantamos
em outra direção.

Hoje a alienação.
Muitos esqueceram a velha canção.
O porque falar das flores.
Sem arma na mão.

Os soldados estão armados.
Poucos cantam a velha canção.
Uma pequena flor nasce.
Para o bem desta nação.
caminhando e cantado
e flores nas mãos.
Em alguma direção.

quarta-feira, junho 12

Olhar



Não faz muito tempo!
Uma menina segurava um livro,
E u nem imagino o titulo,
Olhares se encontram,
E muito acontece!
Algo diferente,
Difícil de encontrar
Em outro olhar
A menina se torna mulher
Eu! Sempre o mesmo menino
A sonhar...
Hoje! Continuo a olhar,
A menina mulher,
Que todos os dias,
Tentarei conquistar.

domingo, junho 2

Adolescência


No tempo!
Que já não eramos
crianças, nem adultos,
sempre com os olhos no canto,
olhando e olhando se ela estava 
notando.
Eramos rebeldes! 
daqueles bem sem causa.
nossos ídolos moravam longe!
um oceano de distância!
jogar bola de manhã,
estudar a tarde,
e paquerar a noite,
é uma pena,
que passa e passa,
este tempo!